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MOÇÃO DE REPÚDIO À CONDUÇÃO DOS ESTÁGIOS DO CURSO DE MEDICINA (INTERNATO) PELA PRÓ-REITORIA DE ENSINO

O Diretório Acadêmico Francisco Brasileiro, entidade representativa dos estudantes de medicina da UFCG-CG vem por meio desta repudiar as séries de interferências por parte da Pró-reitora de Ensino no Estágio Curricular Obrigatório (Internato) do curso de medicina, que vêm prejudicando o corpo estudantil desta graduação.

Primeiramente é importante esclarecer à comunidade acadêmica que os quatro últimos períodos do curso de medicina correspondem exclusivamente ao cumprimento deste estágio obrigatório e à produção final do Trabalho de Conclusão de Curso.

Segundo estabelecido na resolução Nº 04/2010, que regulamenta a estrutura curricular do Curso de Graduação em Medicina, existe a seguinte divisão dos estágios:

  • 9° Período: Saúde Coletiva (10 semanas), Cirurgia (10 semanas);
  • 10° Período: Pediatria (20 semanas);
  • 11º Período: Clínica Médica (20 semanas);
  • 12º Período: Ginecologia e Obstetrícia (16 semanas), TCC (120 horas).

Dessa forma, em cada semestre tem-se 20 semanas a cumprir. No entanto, o semestre estabelecido pela Universidade é composto por 100 dias letivos, divididos em 18 semanas, ou seja, 2 (duas) a menos que o internato estabelece para cumprir a carga horária mínima exigida para um curso de medicina.

Durante muito tempo, a regulação desse excesso de semanas sempre foi tarefa da coordenação do internato de medicina, juntamente com a coordenação do curso de medicina e os coordenadores de cada área do internato.

Entretanto, há cerca de um ano, a Pró-Reitoria de Ensino começou a criar uma série de impedimentos e burocracias, das quais, muitas sem base nos regimentos da Universidade, que estão prejudicando os estudantes estagiários. Entre as atitudes presenciadas, estão:

  1. Criação de uma obrigatoriedade de Planos de Estágio, sem qualquer diretriz ou regulação que indique como devem ser usados ou preenchidos.
  2. A aprovação de calendários letivo da Universidade pela Câmara Superior de Ensino, sem incluir uma proposta para o internato de medicina, já que este tem 2 semanas a mais.
  3. Aparente proibição da função do próprio curso decidir como conduzir seu estágio curricular obrigatório.
  4. Proibição da realização do estágio no mês de janeiro e/ou férias apenas para o curso de medicina, visto que, estágios de outros cursos da Universidade continuam nesse período.
  5. Aparente retaliação aos professores do curso de medicina que tentem de alguma forma não seguir as vontades da PRE, apesar de não estarem infringindo nenhum regimento devidamente aprovado em instâncias superiores.

Percebemos uma possível boa intenção por parte da PRE em tentar levar para si essas atribuições, no entanto, as consequências dessas ações mostram-se desastrosas, prejudicando cada vez mais os estudantes. Entre elas, expomos:

  1. FALTA DE SEGURO DE SAÚDE/VIDA. Apesar da alegação da obrigatoriedade do seguro de vida obrigatório, a PRE mais de uma vez mostrou que não cumpriu a realização desses ao tempo de início dos estágios, estando os estagiários expostos a riscos biológicos, químicos etc. sem qualquer garantia de que estão sendo cobertos pelo seguro.
  2. PREJUÍZO NO HISTÓRICO ACADÊMICO. Pelo fato do fim do semestre 2016.1 dos estagiários ter acontecido semanas após o início do semestre 2016.2 e por questões de logística do Controle Acadêmico, os professores não puderam colocar as notas dos estudantes estagiários no sistema e até o momento os estágios já cursados aparecem como “trancados” no histórico de duas turmas inteiras.
  3. PREJUÍZO NA RELAÇÃO COM OS LOCAIS DE PRÁTICAS. Nossos locais de práticas incluem, além do Hospital Universitário, Unidades Básicas de Saúde, Hospital de Trauma, Hospital da Criança, ISEA, Hospital Dom Pedro I etc. nos quais dividimos espaço com outros estagiários do curso de medicina da FCM-FACISA e somos recebidos por preceptores desses serviços, que nos ensinam de forma voluntária. No entanto, diversas vezes ouvimos reclamações de quão ruim é a burocracia da UFCG, que por hora não envia nenhum estagiário e em outro momento superlota os setores, prejudicando a dinâmica do serviço.
  4. QUEBRA DE EQUIDADE. A falta de equidade em relação a estudantes de outros cursos, que podem realizar estágio em períodos de férias, enquanto houve a proibição ao curso de medicina.
  5. PERDA DE PROCESSOS SELETIVOS. Perda iminente de processos seletivos de residência médica por razões burocráticas e autoritárias, que na verdade, poderiam ser contornadas.

Vale ainda lembrar que, por diversas vezes, os estudantes procuraram a Pró-Reitoria de Ensino para diálogo, mas essa mostrava-se fechada à busca conjunta de soluções e, nas vezes nas quais finalmente chegava-se a um consenso, a PRE voltava atrás em suas decisões, não havendo atas assinadas ou qualquer outra regulação.

Entendemos que, como uma universidade pública, a UFCG pode ter limitações financeiras e até mesmo burocráticas inerentes. No entanto, repudiamos qualquer atitude ou mecanismos que venha prejudicar os estudantes ainda mais.

Dessa forma, assumimos que essa luta é política e fazemos um apelo à comunidade acadêmica da UFCG por ajuda, da forma que puder, em busca de soluções para barrar esses abusos de autoridade, seja em instâncias deliberativas da Universidade ou pelo diálogo.

Estamos à disposição para esclarecimento de dúvidas e alternativas de solução.

Contato: dafbufcg1@gmail.com ou dafb@medicinaufcg.xyz

Moção aprovada por consenso em Reunião Ordinária do DAFB em 02 de fevereiro de 2017.

CategoryTextos
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